domingo, 3 de abril de 2011

Micotoxinas no Brasil

Hoje fui comunicada pelos meus pais que uma reportagem sobre micotoxinas foi veiculada no Globo Rural. Fui no site da Globo e consegui ver a reportagem. Divido com vocês.

http://g1.globo.com/videos/economia/globo-rural/v/saiba-mais-sobre-a-micotoxina-a-contaminacao-de-alimentos-por-toxinas-que-vem-de-fungos/1475303/#/Todos os vídeos/20110403/page/1

Gostei de ver o assunto tratado em um jornal/revista, especialmente por ser dedicado principalmente aos produtores de alimentos do nosso pais. Certamente muitos deles já estavam a par, mas imagino que nem todos conhecem o perigo da presença destas substâncias nas alimentações humana e animal.
Começo pelo título, que me dá a impressão de se tratar de apenas um substância, mas na verdade são várias as micotoxinas produzidas pelas mais variadas espécies de fungos, presentes nos mais diversos tipos de alimentos, in natura, integrais, bio, industrializados..., de origem animal, mas principalmente os de origem vegetal.
Claro que a reportagem usa de um vocabulário mais simples, para que os telespectadores possam compreender. Mas o nosso amigo veterinário falar que o adsorvente "gruda" na micotoxina... Ele até poderia dizer gruda, mas depois de usar "ligar", "aderir", que acredito que os telespectadores continuariam compreendendo.
Correção importante: já dispomos de legislação para a presença de algumas micotoxinas em alimentos como milho, amendoim e leite em pó. Trata-se das Aflatoxinas (especificamente B1,B2,G1,G2 e M1). A partir deste ano, mais micotoxinas estão regulamentadas para um número maior de alimentos, como ocratoxina, fumonisinas, desoxinivalenol, patulina e zearalenona, em milho, café, suco de maçã, trigo, vinho, amêndoas, especiarias, alimentos infantis, etc. Ao longo dos próximos 5 anos, a legislação vai se tornar mais rígida, para que o setor produtivo possa ter mais tempo de se adequar as exigências, sem deixar o nosso mercado de matérias-primas desabastecido. Quando trata-se de micotoxinas, devemos pensar na questão de saúde, pois são substâncias que podem causar problemas hepáticos, câncer, distúrbios hormonais... Mas também precisamos lembrar que se o setor produtivo for obrigado a se ajustar a normas muito rígidas de uma safra para outra, o mercado ficará sem grãos, e toda a cadeia produtiva de alimentos será prejudicada.

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